SEGUNDA PARTE DA BIOGRAFIA
No mesmo ano, a banda lança seu terceiro álbum, intitulado "The Fourth Dimension".
Esse foi o primeiro passo do rumo que a banda viria a seguir dali adiante. Faixas como "Apocalypse" e "The Fourth Dimension" com vocais limpos, teclados, e andamento Doom Metal. Muitos fãs da banda questionaram o novo direcionamento. Eles seguiram em turnê, com a ajuda de Mattias Kamijo (Algaion), assumindo a guitarra base nos shows.
Ainda em 1994 a banda encontra tempo para iniciar um projeto paralelo, chamado "The Abyss". Nessa banda, a banda procurou expor suas influências no gênero "Black Metal" em sonoridade de bandas como Gorgoroth e Emperor, mas sem o uso de teclados. O primeiro álbum desse projeto foi "The Other Side", gravado em 1994 no estúdio de Peter, o "The Abyss" e lançado em 1995.
Nele os integrantes tocam instrumentos diferentes dos que tocam no Hypocrisy: Mikael Hedlund na Guitarra e nos Vocais principais, Lars Szoke tocando guitarra e fazendo alguns vocais e Peter Tägtgren tocando bateria, baixo e fazendo alguns vocais também. A quarta faixa deste álbum, "Massacra" é um cover da lendária banda "Hellhammer", do álbum "Apocalyptic Raids", um E.P lançado primeiramente em 1984. Curiosamente, quem fez o logotipo dessa banda foi o ex-vocalista Masse Broberg.
Em 1995 a banda lança um Vinil de 7 polegadas com duas faixas inéditas até então: "Carved Up" e "Beggining of The End".
O ano de 1996 marca o lançamento do quarto álbum da banda pela Nuclear Blast: "Abducted".
Difícil até mesmo de ser rotulado, o álbum conta com faixas como "Slippin Away", com influências Atmosféricas e de Pink Floyd, "Roswell 47", que virou faixa obrigatória nos shows da banda desde então, e que teve um vídeo gravado, "Killing Art" e "Abducted", com algo do Death Metal dos primeiros álbuns, a continuação para a faixa "The Arrival of the Demons", entre outras.
O vocal de Peter, assim como toda a musicalidade da banda, também amadureceu, oferecendo vocais guturais, vocais rasgados e vocais limpos. As músicas estavam mais melódicas, e a temática principal do álbum eram os alienígenas e ficção científica em geral.
Isso se deve a saída de Masse Bromberg, que era o letrista da banda nos dois primeiros álbuns. Com Peter assumindo essa função, ele resolveu abordar essa temática que tanto o fascinava.
Destaca-se também a boa produção do álbum, algo difícil para a época em termos de metal extremo. Com isso, o estúdio de Peter, o "The Abyss", começa a ser cada vez mais e mais requisitado, tendo ele que dividir o seu tempo entre a família, a banda Hypocrisy e a produção no seu estúdio. Curiosamente, Peter pediu ajuda ao Governo Sueco, em termos financeiros para poder construí-lo.
1997 marca um período crítico para a banda. Peter tinha que assumir todas as responsabilidades referentes ao Hypocrisy, como entrevistas, composição de músicas, letras, produção, gravação, mixagem. Somando isso ao estúdio, que vinha sendo o seu real sustento financeiro, à família, ele começou a anunciar nas entrevistas que vinha realizando, que o próximo álbum seria o último do Hypocrisy, que depois do lançamento e dos shows, não haveria mais banda, e ele viria a se dedicar somente aos seus outros projetos.
O segundo álbum do projeto "The Abyss" é lançado, sendo direcionado para uma linha de Black Metal mais rápido, como o Marduk vinha fazendo. Diferente do primeiro álbum, que oferecia um excelente trabalho de guitarra, arranjo e melodias, tendo inclusive a participação de uma vocalista para vocais operísticos, esse novo álbum decepcionou muita gente que esperava uma continuação do primeiro álbum. "Summon the Beast", também foi anunciado como último álbum desse projeto, tendo a banda dada como explicação, o fato de não terem como superar o trabalho deste álbum, que seria o melhor que eles puderam ter feito. Tanto este como o primeiro álbum, continham menos de 30 minutos de música.
Peter também realizou algumas turnês como segundo guitarrista da banda "Marduk", na qual ele vinha produzindo alguns álbuns.
Mais um álbum paralelo ao Hypocrisy é lançado, dessa vez, um projeto solo de Peter, chamado "Pain". Com uma sonoridade totalmente diferente do Hypocrisy, e experimental, misturando música eletrônica, com guitarras distorcidas e vocais limpos, Peter toca todos os instrumentos (Bateria, Baixo, Guitarra, Sintetizadores e Vocais) e mostra ao público mais uma de suas influências.
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